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Mostrando postagens de julho, 2026
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  Idealizada pelo professor José Saturnino na década de 1950, a confraria "O Clube dos Inocentes" realizava seus encontros em bares, peixadas, restaurantes e nas próprias residências de seus membros. Ao lado de Saturnino, despontavam pioneiros como José Melquiades, Renato Gouveia, Dr. João Medeiros Filho e Luís da Câmara Cascudo, que ocupava a presidência de honra. O grupo também era composto por figuras expressivas como o bancário Djalma Santos, Gorgônio Regalado de Medeiros, o professor Ascendino Henriques de Almeida, Eulício Lacerda, Milton Cavalcanti, Severino Nunes, Reinaldo Feitosa e Diógenes da Cunha Lima, entre outros. Foto: Acervo Olímpio Maciel.
  A fisionomia urbana de uma cidade antiga não constitui mero arranjo de calçadas e telhados, mas o próprio sedimento da memória coletiva e o documento vivo por onde se lê a intimidade de sua formação social. No município de Assu, encravado nas históricas ribeiras do interior norte-rio-grandense, o acervo arquitetônico colonial e imperial configura um dos mais expressivos testemunhos da vivência patriarcal e da evolução urbana da província. A salvaguarda desse patrimônio edificado encontra-se normatizada por um arcabouço jurídico de louvável rigidez, cujo eixo central reside na Lei Complementar nº 063, de 30 de junho de 2011, instrumento que ampliou e consolidou as diretrizes primevas da Lei Municipal nº 059, de 02 de maio de 2001. Enquanto o diploma de 2001 limitava-se a condicionar a conservação das estruturas no momento de transferência dominial, submetendo a concessão de alvarás ao crivo da Fundação Cultural Dr. Pedro Amorim, a legislação de 2011 elevou a preservação ao patamar...
  José Pires Dantas Humberto Formiga recorda o Professor José Pires Dantas como um homem que fez da pesquisa científica um modo de ensinar e de viver. Ex-aluno do Centro de Ciências Agrárias, antiga Escola de Agronomia do Nordeste, ele afirma que o aprendizado não se limitava às salas de aula nem aos laboratórios. A convivência diária permitia acompanhar o professor no trabalho, na orientação das pesquisas e na maneira de conduzir a própria vida. Foi dessa proximidade que surgiram lembranças que permaneceram ao longo dos anos. A formação dos estudantes era marcada por uma rotina de trabalho intenso. As pesquisas concentravam-se nas Ciências do Solo e na Nutrição de Plantas, com experimentos voltados para o estudo da salinidade dos solos e da resistência de variedades de feijão. O laboratório permanecia em atividade durante noites, fins de semana e feriados. Havia água para destilar, matéria seca para moer, amostras para preparar e experimentos para acompanhar. Cada etapa exigia ate...
  A toponímia de uma terra não se esgota nas linhas frias do desenho cartográfico; antes, constitui o sedimento primordial da alma de um povo e a chave de ouro para decifrar a intimidade de sua ocupação territorial. No Rio Grande do Norte, a crônica canônica e os compêndios oficiais vincularam, por força do hábito e da primazia administrativa, o batismo da capitania ao Rio Potengi, cujas águas banham o sítio onde se ergueu a cidade do Natal. Todavia, quando submetida ao escrutínio agudo da geografia física e ao testemunho mudo, mas eloquente, dos velhos mapas coloniais, essa associação secular revela sua fragilidade ante as águas de um sertão que clama por outra paternidade. O embate geográfico entre o Potengi e o Açu desenha-se como uma questão de alto bordo para a compreensão da nossa formação patriarcal e pastoril, redefinindo os caminhos dos currais e os eixos por onde se moveu o homem do Nordeste. Se confrontarmos a morfologia de ambos os cursos d’água, o Potengi de Natal desc...