João Marques de Souza, filho legítimo do tenente Vicente Ferreira das Neves, também foi beneficiado com concessão de sesmaria. Conforme o registro da data nº 536, de 23 de agosto de 1760, declarou possuir gado e carecer de terras para sua criação, informando existir, no sertão do Cariri, terras devolutas situadas junto à serra da Borborema, no lugar denominado Riacho Escuro, que fazia barra no rio Caracó.
Acrescentou que, havia mais de um ano, seu pai ali introduzira bestas, as quais permaneciam no local sem qualquer contestação. Em razão disso, requereu a concessão dessas terras por sesmaria, no total de três léguas de comprimento e uma de largura, estabelecendo o peão na cachoeira chamada Cosme Pinto, confrontando, ao norte, com terras do capitão Antônio Dias Antunes; ao sul e ao nascente, com terras que haviam pertencido aos padres da Companhia; e, ao poente, com uma data anteriormente requerida por Francisco Tavares de Melo e outros.
Esclareceu, ainda, que, em 8 de janeiro de 1703, haviam sido concedidas seis léguas para partilha entre diversos requerentes, das quais apenas um efetivamente as povoara, permanecendo as demais como terras devolutas, razão pela qual pleiteava nelas completar a extensão necessária. O pedido foi deferido no governo de José Henrique de Carvalho.
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